A arte Napolitana

Nápoles

Nápoles é uma comuna situada no sul da Itália, na região de Campania. É uma região quente, banhada pelo mar e pelo sol, daí sua população ser tão acolhedora, alegre, espontânea e peculiar.  Devido a uma grande gama de povos e culturas que fazem parte da sua história, sua gente é muito ligada à religião, à arte e à ciência.

Andar pelas ruas de Nápoles é estar em um mundo de sensações. Tudo aguça os sentidos: seu perfume; seu aroma; suas belezas naturais; sua comida; sua pasticeria; o sabor mediterrâneo; seus monumentos; suas cerâmicas; seus presépios famosos; a inesquecível Spremuta di Limone (Corso Umberto I); seus guarda-chuvas famosos – lembramos com alegria do laboratório de Mario Talarico ( vico Due Porte a Toledo) fundado em 1860, um artista na produção de guarda-chuvas, reconhecido por celebridades do mundo inteiro -, as pessoas vibrantes falando em seu dialeto característico, enfim, é um mundo de surpresas.

Você escolhe um restaurante para uma refeição e pode, após uma maravilhosa degustação de alta gastronomia, de repente, se deparar com, nada mais, nada menos que Sophia Loren, e lá vai você se enebriar de recordações de tantos filmes do cinema e peças do teatro italiano.

Ou então, você vai a uma cafeteria para apreciar uma das mais consagradas iguarias napolitanas, o café, e é convidado pelo gerente a assistir um verdadeiro espetáculo. Você desce uma pequena escada e se depara com um teatro, o primeiro cafe-chantant da Itália, o antigo Salão Marguerita (em homegagem à rainha da casa de Savoia), inaugurado em 1890, na mesma época da abertura do Moulin Rouge de Paris: LE CIRQUE (Via S.Brigida, 65/66 Napoli). É um café bar, restaurante, teatro, galeria de arte e um lugar de várias produções artísticas.

Como o povo napolitano ama a linguagem universal da música, seus espetáculos são baseados nessa expressão característica, conhecida e reconhecida em todas as partes do mundo. Desde épocas remotas até os dias atuais, a música conserva o espírito e a alma de uma cidade difícil e fascinante que é Nápoles. Quem não conhece “funniculì, funniculà” (música feita em comemoração à inauguração do primeiro bonde (funiculare) de Nápoles, em 1879), ou “Nuttata ‘sentimento”, “Marenariello”, “Piscatore ‘ e Pusilleco”, “N’un me scetà”, “O pizzaiolo nuovo”, “Napulitana”, e tantas outras canções inesquecíveis, representativas do cancioneiro napolitano?

Nápoles é a cidade que nos transmite a sensação de festa, de emoção e divertimento, e por isso o  teatro napolitano tem essa espontaneidade, essa forma livre de ser, com seus personagens típicos, como por exemplo: o scharamouche (o homem que nasceu com o dom de fazer rir), e o polichinelo, com sua origem na Roma antiga, a versão napolitana do arlequim (personagem que divertia o público, no intervalo dos espetáculos). Importante notar que esse personagem, juntamente com a colombina (sua verdadeira  paixão), habitam o espaço cultural brasileiro, vindos da chamada Commedia dell’arte, expressão dessa forma livre de fazer teatro, um teatro primitivo (importante classe de teatro profissional depois da queda do Império Romano), que utiliza o corpo de uma maneira verdadeiramente expressiva e se vale de máscaras, sendo o teatro napolitano o verdadeiro símbolo dessa expressão cultural, encenado nas ruas, com poucos recursos e com características circenses.

Veja abaixo as fotos que simbolizam essa esfuziante emoção.

 mais detalhes:

http://www.lecirquenaples.com

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