Uma Memorável Exposição De Arte em São Paulo

O Museu de Arte de São Paulo (MASP), localizado na mais paulista das avenidas – Avenida Paulista, 1.578, (com várias opções de condução, sendo a Estação de Metro mais próxima a Estação TRIANON-MASP), é considerado um prédio monumento, um ícone da cidade de São Paulo, um de seus cartões postais, tombado pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado e, em 2003, pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. É possuidor de um acervo, também tombado pelo citado IPHAN, com mais de 8.000 peças catalogadas, sendo obras da chamada Escola de Paris (onde se destacam artistas como: Delacroix, Renoir, Monet, Cèzanne, Picasso, Modigliani, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Matisse e Chagall), da Escola Italiana (Rafael, Mantegna e Botticcelli), além das escolas portuguesa, espanhola, flamenga, inglesa, e latino-americana. Entre os brasileiros, há coleções de Portinari, Di Cavalcanti, Anita Malfatti e Almeida Junior. Por possuir um dos acervos de obras de arte mais representativos do século XIX, o MASP integra o “Clube dos 19”, juntamente com o Museu D’Orsay de Paris, Metropolitan Museum, de Nova York, The Art Institute of Chicago, Museum of Fine Arts de Boston, Galleria Nazionalle d’Arte Moderna de Roma, dentre outros.

O Museu é uma área que proporciona, além do centro cultural, atividades diversas à população em geral, desde escola de arte a palestras e debates envolvendo tudo o que se relaciona à cultura.
Por isso, a frequência de visitantes é grande e envolve uma gama de pessoas ávidas por conhecimento e entretenimento.
A sede do edfício foi projetada por Lina Bo Bardi, numa construção polêmica até hoje, por ter sido erigida sobre quatro colunas, donde se tem a visão do centro da cidade de São Paulo e da Serra da Cantareira, restando um vão livre de 74 metros. O “Vão livre do MASP”, como é conhecido, é muito usado para encontros culturais, manifestações políticas e, aos domingos, acontece no local uma feira de antiguidades, um dos pontos turísticos mais visitados em São Paulo, uma referência aos colecionadores, antiquários e amantes de arte, em geral. A Feira de Antiguidades da Paulista é administrada pela Associação dos Antiquários de São Paulo.
O MASP foi fundado em 1947, idealizado pelo jornalista e empresário Assis Chateaubriand ( Chatô ) e pelo jornalista e crítico de arte italiano Pietro Maria Bardi, marido de Lina Bo Bardi. Pietro Bardi foi quem selecionou pessoalmente as primeiras obras trazidas da Europa ao Museu, no pós-guerra, e as demais peças foram obtidas nas várias viagens que fazia às principais capitais do mundo, sendo os recursos para sua aquisição advindos da grande influência político-empresarial que Chatô exercia no país entre os industriais, os banqueiros e os cafeicultores.
O Museu passou por várias reformas, tendo sido o seu acervo reorganizado, para melhor adequar às necessidades de suas exposições, e esse ano de 2015 é um marco, determinando o chamado “MASP em processo de renovação institucional”, onde o público acompanhará o processo de montagem, pesquisa de acervo e toda a arquitetura do Museu.
Atualmente está em cartaz a Exposição “Passagem por Paris – Arte Moderna na Capital do Século XIX”, sem previsão de encerramento, pois o acervo é do próprio Museu. A exposição está localizada no 2o. andar, de Terça a domingo e feriados, das 10h às 18h (bilheteria até as 17:30h) e às quintas das 10h às 20h (bilheteria até as 18:30h). Uma linda exposição de artistas que viveram, produziram e passaram por Paris.
Desde o início de novembro de 2014 a mostra divide o espaço com uma outra exposição encantadora, denominada “O triunfo do detalhe e depois, nada”, onde se pode apreciar a arte de reproduzir o detalhe, sejam eles reais ou imaginários.
Citamos aqui as palavras dos curadores da exposição: Teixeira Coelho e Denis Bruza Molino, que explicam a sensível escolha das obras:
Dos mestres do detalhe à arte sem partes
In memoriam DANIEL ARASSE
Durante largo período, a arte foi, primeiro, a arte do detalhe, a arte de reproduzir o detalhe ou criar detalhes imaginários. O sentido da arte estava em boa parte em seus detalhes, um dos indícios fortes do valor do artista. Uma flor, um relógio sobre a mesa, um sorriso construíam a narrativa. Seguiu-se um período em que o detalhe começa a dissolver-se, e com ele toda a pintura; e, depois, um terceiro tempo em que sai de cena.
Esta exposição propõe um outro modo de apresentar a coleção MASP. Toda obra tem seu sentido próprio, aquele de início buscado pelo artista, e adquire outros significados conforme seu lugar no cenário amplo da história e nas mostras de que participa. Aqui se propõe uma ocasião para o desfrute dessa dupla experiência – a obra em si e num conjunto – tal como ela se mostra no arco do tempo entre o século XVI e o XXI. Obras icônicas, e outras em busca de novos caminhos, permitem agora um exercício essencial em arte: vê-la sempre desde outra perspectiva. Como ao mundo e à vida.

Paulo Henrique Moreira Filho

Advogado / 2º Tenente R/2 – Exército Brasileiro

Márcia Regina Moreira

Advogada, Cientista Social,Formada pela PUC SP, Especialista em Direito Civil, com Pós-graduação pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – FADUSP

Fonte : (Dados e informações nos sites)
www.masp.art.br
www. aaesp.art.br

Acompanhe conosco a visita que a RevistaSP fez à exposição. Aproveite.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*